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Este blog termina aqui... e continua no novo blog: Escrito por Hélio às 13:31
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Meu amigo Moisés postou no forum Atos (link ao lado) um artigo de João Mellão Neto, de profundo mau gosto (com o perdão do pleonasmo), que iniciava e terminava assim: "Ensinamento ministrado numa aula de Filosofia do Direito para alunos do 7º semestre de uma conceituada universidade paulistana: “Vocês, que só transaram com ‘patricinhas’ burguesas, não sabem de fato o que é sexo. Essas meninas se preocupam exclusivamente com sua aparência e nunca se permitem entregar-se por inteiro aos prazeres da carne. Se vocês querem saber o que é sexo de verdade, tenham relações com moças da periferia. Estas estão livres dos condicionamentos e valores burgueses e por isso sabem de fato como se pratica um ato sexual.” ... Quanto ao professor universitário que citei nos preâmbulos, devo confessar que, apesar de seus eloqüentes argumentos, continuo vendo mais encantos nas “patricinhas”..." Leia o artigo completo no Estadão de ontem: http://txt.estado.com.br/editorias/2008/02/01/opi-1.93.29.20080201.2.1.xml Como não costumo resistir a trogloditas deste jaez, comentei o seguinte: Bem.... falando sobre o artigo agora... este senhor que atende pelo sobrenome de Mellão é figurinha antiga e desbotada da direita brasileira. Foi secretário da prefeitura de Jânio Quadros, e apoiador de primeira hora da campanha do Collor, de quem foi ministro da Administração. Ele até tinha uma certa admiração da direita brasileira até então, e defendia com unhas e dentes os dois tristes exemplos da política brasileira aí em cima. Depois que o filme deles queimou, o Mellão sumiu.... talvez envergonhado por ter vendido ao país uma idéia de modernidade tão nefasta como Fernando Collor. Como a memória do Brasil é reconhecidamente curta, depois de passar muito tempo no ostracismo, hoje ele ainda tem um certo trânsito na direita brasileira, mais pelo jornal em que ele é articulista (o Estadão) do que propriamente por méritos pessoais. Escrito por Hélio às 09:13
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Muitas vezes, nos textos que leio e nos debates que travo pelas vias da Internet, me deparo com algumas colocações ofensivas ao cristianismo, que me deixam indignado pela argumentação rasteira de quem, por exemplo, quer comparar religiões fálicas com a religião cristã apenas pelo lado jocoso da alegoria erótica, o que está mais para um deboche, do que propriamente um argumento sério de quem realmente esteja querendo debater racionalmente um assunto tão delicado. Relevada essa circunstância, mesmo que um falo seja adorado, como em muitas religiões fálicas que existiram e ainda existem por aí, o fato é que o ídolo de pedra tem algum significado transcendente, e quem é que vai definir o que seja transcendência, se os antropólogos até hoje não conseguem definir conclusivamente o que é religião? No caso do falo, pode ser a fertilidade, a colheita, assim como alguém pode adorar o sol ou a lua, mas obviamente vê um significado além do objeto que está sendo adorado. E o amor por um filho, por uma mãe, por um animal, por um homem ou uma mulher? É apenas instintivo, racional, utilitário, ou envolve algum nível de transcendência? Ninguém deve ser considerado maior ou menor por adorar algo ou alguém, embora o exemplo de muitos cristãos (e ateus) desminta muitas vezes essa afirmação.
Escrito por Hélio às 14:40
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Talvez, retornando no tempo, o simples fato de não haver registro de um povo que não se relacionasse misticamente com a natureza, ou que não tivesse uma mínima representação do divino nos seus rituais, mostra que, de alguma forma, o ser humano sempre esteve ligado a algum tipo de crença, por mais simples que fosse, e esta crença fazia parte de um patrimônio cultural dividido por todos os povos que, ainda que precariamente, se comunicavam àquela época. A religião pode ter sido manipulada pelos líderes do grupo social que dava seus primeiros passos, mas deve ter servido para que aquele grupo sobrevivesse. Ainda que este seja um campo sem certezas do conhecimento humano, o fato é que os antropólogos e sociólogos identificam no temor dos desastres naturais uma possível origem do sentimento religioso. Assim, ao que parece, a religião surgiu antes para defesa do que para ataque, antes para preservação da espécie do que para aniquilação das demais. De qualquer maneira, isto serviu para unir o grupo e ajudá-lo a superar as intempéries e os perigos do mundo em que viviam. Talvez tenha ocorrido, a contragosto de criacionistas e evolucionistas, uma seleção natural pela religião.
Escrito por Hélio às 14:34
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Ainda que não se creia na historicidade de Jesus, o fato é que a probabilidade de 12 pescadores galileus terem inventado uma história como esta na Palestina poeirenta daqueles tempos, é ínfima. O fato de terem apresentado um Jesus que afrontava os sacerdotes corruptos, ameaçava o maior império que a humanidade conheceu, e ainda entrava em contato com os pobres, e, principalmente, com os doentes e as mulheres, numa época em que isso equivalia a assinar o atestado de óbito da religião, é ainda mais surpreendente. Eles podiam ter apresentado um grande filósofo de nobre descendência pregando o Sermão da Montanha, mas, não, apresentaram um carpinteiro desconhecido com uma mensagem que até hoje transforma vidas, dizendo para não sucumbir à ansiedade, não reagir à violência, não ambicionar riquezas que não podem ser conservadas. Se é que inventaram um mito nessas circunstâncias, foram os melhores marketeiros que o universo conheceu. O fato de um Deus que se apresenta em carne e osso, sem perder sua divindade, e mesmo assim se submete a um martírio de cruz, e ainda inventa uma história absurda de ressuscitar 3 dias depois, contra tudo e contra todos, causando gargalhadas entre os gregos de Atenas (e a Bíblia assim o registra em Atos 17), e essas idéias tresloucadas ainda dão tão certo, que conseguem convencer e converter o Império Romano de língua latina, cultura grega, e um politeísmo gigantesco, em 200 anos, é algo inimaginável. Talvez haja histórias parecidas, mas por alguma estranha razão, essas idéias absurdas triunfaram. Sim, é verdade, entre eles havia impostores, canalhas, aproveitadores, mas também havia gente muito boa que soube preservar a essência da mensagem de Jesus, histórico ou não, e, afinal, a escória da humanidade do século I transformou o mundo contra tudo e contra todos.
Escrito por Hélio às 14:33
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Para a filosofia greco-romana, não havia duas questões hoje básicas no que diz respeito à justiça filosófica e à justiça como direito vigente: a vontade e a misericórdia. Até então, a justiça – de cunho aristotélico - era basicamente distributiva ou retributiva. Distributiva nas questões civis básicas, quando distribuía a cada um o que correspondia ao seu direito. E retributiva principalmente nas questões criminais, em que a sociedade retribuía, em geral, o mal com o mal. O cristianismo contribuiu com a idéia da vontade (que era estranha para os gregos, já que eles não diferenciavam a intenção da atitude, ou seja, o que importava era o agir, não o "querer agir"), e também com a idéia do perdão. O delito devia, de alguma forma, ser perdoado. A pena para o crime tinha que considerar esses dois elementos, intenção e perdão, para que não fosse apenas retributiva. Talvez, se não houvesse cristianismo, hoje estaríamos ainda no período da retribuição, crucificando ladrões de galinha e quem matou por acidente, sem intenção. Escrito por Hélio às 14:32
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O que dizer, então, do Islamismo, que não teria existido se, antes, não houvesse o judaísmo e o cristianismo, religiões com as quais forma o que o Profeta chamou de "Povo do Livro". Ainda que, hoje, se pense no Islã como patrocinador do terror (o que, de fato, não é), por muitos séculos o mundo foi influenciado pela sabedoria muçulmana, sobretudo na Filosofia e na Matemática. Os próprios algarismos que usamos hoje (1, 2, 3, ...) se chamam arábicos por causa desta influência. O budismo pode ter tido a sua importância no Oriente, mas não pode ser propriamente considerado como uma religião, como os próprios budistas insistem em afirmar, já que o ideal de cada ser humano deve ser aperfeiçoar-se a ponto de se tornar o seu próprio deus em forma humana, e atingir o seu nirvana. O budismo está mais para uma linda e respeitável filosofia de vida do que uma religião no sentido estrito da palavra.
Escrito por Hélio às 14:32
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Enfim, o cristianismo não é um lixo. Podem até chamar-nos de vanguarda do atraso, mas contribuímos para a formação do mundo atual, não só no que ele tem de ruim, mas, principalmente, no que tem de bom. Não somos seres humanos de segunda classe. A sua história tem graves erros, mas nunca deixou de preservar a beleza da vida humana como centro da sua pregação. E, justamente, por ser uma religião de seres humanos, não foi imune às misérias da vida em sociedade. Se há fanáticos entre nós, perdoem-nos, mas reconheçam que o fanatismo não é exclusividade cristã. Se há ladrões e aproveitadores entre nós, perdoem-nos, mas pelo menos reconheçam que não temos culpa se a sociedade pós-moderna não preza mais os valores como educação, solidariedade, e ética, que sempre pregamos e muitas vezes praticamos com tanta ênfase. Cada um crê ou descrê no que quiser. Se é verdade que, em nome de Cristo, civilizações e seus monumentos foram destruídos, vidas preciosas se perderam em vão, regimes ateístas também mataram milhões de seres humanos, e monumentos antigos e belíssimos como a Catedral de Cristo Salvador, da Praça Vermelha, em Moscou, hoje felizmente reerguida, foram destruídos em nome do ódio à religião. Os ateus não podem ser genericamente considerados culpados pela insanidade de alguns infelizes que utilizaram a descrença como razão para a manipulação de uma sociedade inteira. Ateus e cristãos não são imunes ao erro e à maldade de quem, em seus nomes, queira dominar o mundo.
Escrito por Hélio às 14:31
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BARRADA NO BAILE EM TUBARÃO (SC)
Autos n° 075.99.009820-0/0000 Ação: Reparação de Danos/Ordinário Autor: Juliana Souza Soratto Repr. p/ mãe Rita de Cássia Souza Silva Réu: Clube 7 de julho
Vistos, etc.
Juliana Souza Soratto, representada por sua mãe Rita de Cássia Souza Silva, ingressou com Ação de Indenização por Danos Morais contra Clube 7 de Julho, todos qualificados.
Aduz na inicial ter sido barrada na entrada de um baile, quando sofreu danos morais. Pleiteia uma indenização. Deu à causa o valor de R$ 5.440,00.
Juntou documentos. Recebida a inicial, foi registrada e autuada. Escrito por Hélio às 09:18
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Citado, o requerido respondeu, via contestação, quando suscitou preliminar e combateu o mérito. Alega que tratava-se de um baile de gala e que a requerente não estava devidamente trajada. Imputa à mãe da requerente o escândalo ocorrido e, ainda, que a mesma participou, normalmente, do baile.
Houve impugnação.
Realizada audiência de conciliação sem êxito. Saneador proferido no ato.
Designada audiência de instrução e julgamento. Tomou ciência o Ministério Público.
Realizada a audiência de instrução e julgamento, com o depoimento das partes e testemunhas.
Alegações finais por memoriais, quando as partes analisaram as provas e requereram, respectivamente, a procedência e a improcedência da demanda. O Ministério Público manifestou-se pela improcedência da pretensão inicial.
Vieram-me os autos conclusos.
É o relatório.
Excurso. Escrito por Hélio às 09:15
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No Brasil, morre por subnutrição uma criança a cada dois minutos, mais ou menos. A população de nosso planeta já ultrapassou seis bilhões de pessoas e um terço deste contingente passava fome, diariamente. A miséria se alastra, os problemas sociais são gigantescos e causam a criminalidade e a violência generalizada. Vivemos em um mundo de exclusão, no qual a brutalidade supera com larga margem os valores humanos. O Poder Judiciário é incapaz de proporcionar um mínimo de Justiça Social e de paz a sociedade. E agora tenho de julgar um conflito surgido em decorrência de um vestido. Que valor humano importante é este, capaz de gerar uma demanda jurídica? Moda, gala, coluna social, são bazófias de uma sociedade extremamente divida em classes, na qual poucos usufruem da inclusão e muitos vivem na exclusão. Mas, nos termos do art. 5º, XXXV, da Constituição Federal, cabe ao Poder Judiciário julgar toda e qualquer lesão ou ameaça a direito. É o que passo a fazer. Da preliminar. As questões preliminares são referentes às matérias processuais, que inviabilizam a tramitação normal do feito. No presente caso, a preliminar argüida refere-se ao mérito, ou seja, a possível "ausência de qualquer situação que caracterizasse constrangimento, vergonha ou humilhação para a Autora". (29) Isto refere-se aos fatos e não diz respeito a questões preliminares. Portanto, como preliminar, indefiro o pedido, pois o mesmo será analisado no mérito. Do Mérito. A celeuma refere-se ao fato de a requerente ter sido barrada na entrada de um baile provido pelo requerido. Segundo este, aquela não estava devidamente trajada, pois, nos termos do convite de fls. 11, o traje exigido era de Gala a Rigor (smoking preto e vestido longo)", e a indumentária utilizada no dia, pela requerente (fotografias de fls. 12), não se enquadrava neste conceito. Já a requerente alega que sim, seu traje era adequado. Pelas testemunhas inquiridas, vê-se que os fatos não foram além disto, até a presença da mãe da autora, que "esquentou" a polêmica, dando início a um pequeno escândalo, pois exigia o ingresso de sua filha, o que, aliás, acabou ocorrendo, pois ela participou, normalmente, do baile. Escrito por Hélio às 09:10
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Diante destes fatos, o julgamento da lide cinge-se a verificar se o fato de a autora ser barrada na entrada do baile constitui-se em um ilícito capaz de gerar danos morais. Um primeiro problema que surge é saber enquadrar o conceito de traje de gala a rigor, vestido longo, aos casos concretos, ou seja, aos vestidos utilizados pelas participantes do evento. Nesta demanda, a pessoa responsável pelo ingresso no baile entendeu, em nome do requerido, que o vestido da autora não se enquadrava no conceito. Já a autora e sua mãe entendem que sim. Como determinar quem tem razão? Nomear um estilista ou um colunista social para, cientificamente, verificar se o vestido portado pela autora era ou não de gala a rigor? Ridículo seria isto. Sob meu ponto de vista, quem consente com a futilidade a ela está submetida. Ora, no momento que uma pessoa aceita participar destes tipos de bailes, aliás, nos quais as indumentárias, muitas vezes, se confundem com fantasias carnavalescas, não pode, após, insurgir-se contra as regras sociais deles emanadas. Se frívolo é o ambiente, frívolos são todos seus atos. Na presente lide, nada ficou provado em relação ao requerido, salvo o fato de que a autora foi impedida, inicialmente, de entrar no baile, sendo, posteriormente, frente às atitudes de sua mãe, autorizada a entrar. Não há prova nos autos de grosserias, ou melhor, já que fala-se de alta sociedade, falta de urbanidade, impolidez ou indelicadeza por parte dos funcionários do requerido. Escrito por Hélio às 09:09
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Apenas entenderam que o traje da autora não se enquadrava no conceito de gala a rigor e, por conseguinte, segundo as regras do baile, sua entrada não foi permitida. Isto, sob meu julgamento, não gera danos morais, pois não se trato de ato ilícito. Para quem tem preocupações sociais, pode até ser um absurdo o ocorrido, mas absurdo também não seria participar de um evento previamente organizado com regras tão estultas? A pretensão inicial é improcedente, pois nos termos do art. 333, I, do CPC, a autora não comprovou qualquer ato ilícito do requerido capaz de lhe causar danos morais.
Para finalizar, após analisar as fotografias juntadas aos autos, em especial as de fls. 12, não posso deixar de registrar uma certa indignação de ver uma jovem tão bonita ser submetida, pela sociedade como um todo, incluindo-se sua família e o próprio requerido, a fatos tão frívolos, de uma vulgaridade social sem tamanho. Esta adolescente poderia estar sendo encaminhada nos caminhos da cultura, da literatura, das artes, da boa música. Poderia estar sendo incentivada a lutar por espaços de lazer, de saber e de conhecimento.
Mas não. Ao que parece, seus valores estão sendo construídos pela inutilidade de conceitos e práticas de exclusão. Cada cidadão e cidadã é livre para escolher seu próprio caminho. Mas quem trilha as veredas das galas de rigor e das altas sociedades, data venia, que aceite seu tempos e contratempos, e deixe o Poder Judiciário cuidar dos conflitos realmente importantes para a comunidade em geral.
Pelo exposto, julgo improcedente a pretensão inicial e condeno a requerente ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios fixados, nos termos do art. 20, § 4º, do CPC, em R$ 1.000,00.
Publique-se. Registre-se. Intime-se.
Tubarão, 11 de Julho de 2002.
Lédio Rosa de Andrade Juiz de Direito Escrito por Hélio às 09:06
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CONHECIMENTO É DOR Eclesiastes, capítulo 1 1 Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém. 2 Vaidade de vaidades, diz o pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade. 3 Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol? 4 Uma geração vai-se, e outra geração vem, mas a terra permanece para sempre. 5 O sol nasce, e o sol se põe, e corre de volta ao seu lugar donde nasce. 6 O vento vai para o sul, e faz o seu giro vai para o norte; volve-se e revolve-se na sua carreira, e retoma os seus circuitos. 7 Todos os ribeiros vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios correm, para ali continuam a correr. 8 Todas as coisas estão cheias de cansaço; ninguém o pode exprimir: os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir. 9 O que tem sido, isso é o que há de ser; e o que se tem feito, isso se tornará a fazer; nada há que seja novo debaixo do sol.
Escrito por Hélio às 23:16
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10 Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Ela já existiu nos séculos que foram antes de nós. 11 Já não há lembrança das gerações passadas; nem das gerações futuras haverá lembrança entre os que virão depois delas. 12 Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém. 13 E apliquei o meu coração a inquirir e a investigar com sabedoria a respeito de tudo quanto se faz debaixo do céu; essa enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens para nela se exercitarem. 14 Atentei para todas as obras que se e fazem debaixo do sol; e eis que tudo era vaidade e desejo vão. 15 O que é torto não se pode endireitar; o que falta não se pode enumerar. 16 Falei comigo mesmo, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém; na verdade, tenho tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento. 17 E apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras; e vim a saber que também isso era desejo vão. 18 Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza. Escrito por Hélio às 23:14
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